[+] FRAUDES NA UTILIZAÇÃO DE SISTEMAS DE FRENTE DE CAIXA
por Mário Miranda

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VOCÊ ESTÁ CUIDANDO BEM DO PRINCIPAL COFRE DO SEU RESTAURANTE?

por Mário Miranda

[+] VOCÊ SABIA QUE DESPERDÍCIOS E FURTOS INTERFEREM NA RENTABILIDADE DE UM RESTAURANTE?
por Mário Miranda




FRAUDES NA UTILIZAÇÃO DE SISTEMAS
DE FRENTE DE CAIXA


Muitos gestores pensam que basta ter um excelente software de frente de caixa para que o seu restaurante esteja livre dos furtos cometidos no caixa. Ledo engano, pois um software é uma ferramenta que precisa ser bem utilizada, devendo existir para isso processos previamente definidos e funcionários capacitados.

A maior parte das fraudes que acontecem em caixas de restaurantes são decorrentes de falhas em procedimentos operacionais, onde  vulnerabilidades  não são mapeadas e com isso não são feitos os procedimentos apropriados de controle. Soma-se a isso a dificuldade de retenção de conhecimento sobre o uso dos sistemas e de suas ferramentas de auditoria. Em função de uma suposta “economia” não são contratados treinamentos junto ao fornecedor do software para os novos funcionários, fazendo com que o aprendizado aconteça por osmose, um verdadeiro telefone sem fio, fato que contribui enormemente para que as fraudes se disseminem.

 Um de nossos clientes estima que tenha sido furtado em cerca de R$ 50.000,00 pelo seu caixa só no último ano, e atribui isso ao fato de ter dado muitos poderes a ele. Pagou um preço alto de mais por ter optado em não conhecer o seu sistema de frente de caixa, dando todas as permissões de uso ao seu caixa.

 Baseados em nossa experiência, escolhemos e vamos compartilhar com você algumas fraudes que são recorrentes em restaurantes.

Transferências de Produtos

O caixa emite a pré-conta, o cliente efetua o pagamento e vai embora antes de receber o cupom fiscal. Nesse momento, o caixa não faz o recebimento da conta no Sistema, e conforme o seu nível de permissão de uso, transfere alguns produtos da conta fechada, porém não recebida, para uma mesa qualquer. Em seguida, fecha novamente a mesa que foi anteriormente recebida e faz o recebimento da conta, só que agora com um valor menor do que havia sido cobrado do cliente, pois os produtos transferidos não estão mais lá.

Cancelamentos

O caixa emite a pré-conta, o cliente efetua o pagamento e vai embora antes de receber o cupom fiscal. Nesse momento, o caixa não faz o recebimento da conta no Sistema, e conforme o seu nível de permissão de uso, cancela alguns produtos da conta fechada, porém não recebida. Em seguida fecha novamente a mesma que foi anteriormente recebida e faz o recebimento da conta, só que agora um  valor menor do que havia sido cobrado do cliente, pois os produtos cancelados não estão mais lá.

Manter mesas abertas para aproveitar produtos já lançados

O caixa emite a pré-conta,  o cliente efetua o pagamento e vai embora antes de receber o cupom fiscal. Nesse momento, o caixa não faz o recebimento da conta no Sistema, deixa a mesa aberta, aproveitando os  materiais que estavam lançados para serem utilizados na nova abertura de mesa. Isso é muito comum com chopes, cervejas e produtos de alto giro.

Utilização de senhas gerenciais por Terceiros

Caixas ou garçons, valendo-se de senhas com atributos gerenciais, fornecidas pelos próprios gerentes ou observadas, quando os mesmos as digitam, executam operações de cancelamentos e transferências indevidas.

Alteração dos Serviços

O caixa emite a pré-conta,  o cliente efetua o pagamento e vai embora antes de receber o cupom fiscal. Nesse momento, o caixa não faz o recebimento da conta no Sistema. O caixa cancela o serviço fecha e recebe a mesa com um valor menor do que foi realmente recebido.

Estas e outras fraudes são facilmente identificadas e inibidas se o gestor do restaurante tiver o pleno conhecimento gerencial de uso do sistema, conhecendo principalmente os níveis de segurança e os recursos de auditoria.


Mario Miranda
Diretor de Operações / InfoRest

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VOCÊ ESTÁ CUIDANDO BEM DO PRINCIPAL COFRE DO SEU RESTAURANTE?

 
Começo este artigo fazendo esta pergunta para você.

Normalmente, quando falamos em cofre, lembramos de um compartimento próprio para guardar dinheiro, bens ou documentos de valor. Um cofre, para garantir sua inviolabilidade, possui um segredo, que faz com que apenas o possuidor do mesmo possa abri-lo.  

Possivelmente, o administrador de um restaurante se lembrará do cofre onde se guardam os valores da féria do dia, o cofre do pequeno caixa ou o cofre "boca de lobo". Em contrapartida, deixa muitas vezes de se atentar que o restaurante possui um outro cofre muito maior e que guarda valores muito mais vultosos. Valores estes que representam em média, dependendo do tipo de operação, de 30% a 40% do faturamento bruto de um restaurante. Trata-se do cofre chamado ESTOQUE.

Supondo que o faturamento mensal de um restaurante seja de R$ 100.000,00 e que os valores em estoque representem 30% deste faturamento, temos guardados no cofre "estoque" R$ 30.000,00.

Agora, com quem fica o segredo deste cofre? Ou melhor, será que este cofre tem segredo? Será que os valores contidos neste estoque estão sendo contados com a mesma freqüência e atenção com que são contados os valores que estão no cofre que é guardada a féria do dia?

Estas são perguntas que eu faço para você refletir, pois uma das coisas que eu mais vejo é o segredo deste cofre nas mãos dos estoquistas. Deixo claro que não estou aqui colocando em dúvida a idoneidade dos estoquistas e sim falando que o administrador do restaurante está dando muito mais poder ao
estoquista do que deveria, sem que talvez tenha plena consciência do que esta atitude implica.  

Parafraseando um técnico de futebol dos anos 50 chamado Nenêm Prancha, que disse que pênalti é tão importante que deveria ser batido pelo presidente do clube, eu digo que o controle do estoque é tão importante que deveria ser feito pelo dono do restaurante. Sim, porque o estoque representa a maior
despesa que um restaurante tem e ninguém tem mais interesse em controlar este "cofre" do que
o dono do restaurante.  

Você acha que está certo que o estoquista acumule as funções de definir o que tem que ser comprado, fazer os pedidos aos fornecedores, receber as mercadorias compradas e ainda contar quantos reais tem no cofre "estoque"?

Não me diga que o seu estoquista é de confiança, pois quem tem que ser de confiança não é o estoquista e sim os processos ao qual este e qualquer outro funcionário têm que estar submetido no restaurante.

Lembre-se! Processos fracos, necessidade de confiança Alta e quanto mais alta esta for, maior poderá ser o tombo da desilusão.  

Se o administrador quiser aumentar a rentabilidade do seu restaurante, tem que mergulhar fundo no controle daquilo que representa a sua maior despesa, o seu estoque.  Para isso é necessário que mude o paradigma de controle, adote novos processos organizacionais aliados ao uso de um eficiente sistema
de gestão de restaurantes.

Não sei se é presunção minha te dar conselhos, pois quem sabe de restaurante é você. Mas ao olhar o seu estoque, veja valore$ e não mercadorias; veja um cofre$ e não um almoxarifado, pois destas visões saem as centelhas que darão início ao processo de busca para aumentar a rentabilidade do seu restaurante.

 
Mario Miranda
Diretor de Operações / InfoRest

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VOCÊ SABIA QUE DESPERDÍCIOS E FURTOS INTERFEREM NA RENTABILIDADE DE UM RESTAURANTE?



Tenho muito interesse por todos os assuntos relacionados aos controles de um restaurante, de forma que estarei compartilhando com você alguns textos sobre este tema que são frutos de minha vivência adquirida ao longo de 10 anos no mercado do Food-Service. Espero que de alguma forma eu possa te ajudar.

Desperdícios e Furtos são acontecimentos silenciosos que ameaçam a lucratividade de um restaurante, onerando os seus custos.

É importante saber que custos devem ser acompanhados por meio de controle adequado, representando essa responsabilidade um desafio permanente para o administrador.

Por outro lado, difíceis de controlar por métodos tradicionais, desperdícios e furtos revelam-se de forma inesperada, tendo como causas principais à falta de organização, ausência ou mau uso de sistemas para controle e supervisão deficiente.

Os restaurantes que não têm controle atraem a prática de delitos que passam despercebidos e são, ao mesmo tempo, focos poderosos de aumento de custos e ônus imponderáveis.

 

Veja alguns exemplos desses delitos e reflita se alguns destes podem estar acontecendo no seu restaurante:

- Prática abusiva do chamado consumo interno, sem regulamentação e limites;

- Produção de comprovantes de pequenos gastos para cobrir o fechamento exato do movimento de caixa;

- Aceite de faturas falsas a favor de terceiros, pagando o restaurante por materiais não existentes ou serviços não prestados.

- Consumo não autorizado de alimentos e bebidas por funcionários.

- Inexistência de contagem de estoques e balancetes periódicos de materiais de uso;

- Apropriação indébita de quantias pagas por clientes, cujo serviço e atendimento prestado não tenham sido comandados;

- Apropriação de matérias-primas e objetos retirados lentamente do restaurante;

- Troca de tíquetes de refeição comprados em caráter avulso e trocados por valores retirados do caixa;

- Estornos e anulação de lançamento nas contas dos clientes, decididos isoladamente entre o caixa e a equipe do atendimento, eliminando a cobrança de parte dos produtos consumidos, na expectativa do recebimento de gorjetas mais significativas ou para motivar gentilezas pessoais.

Proximamente, estarei compilando uma listagem mais completa dos delitos praticados em um restaurante.

Para reverter este conjunto de coisas, faz-se necessário à adoção de uma política austera de controle, contando-se com mecanismos e rotinas eficientes.

Para tanto, a adoção de rotinas de controles e a utilização efetiva de um eficiente sistema informatizado é de fundamental importância para facilitar a administração e o controle do restaurante.

Lembre-se! Custos aceitáveis dependem diretamente da organização e estrutura que o restaurante consiga implantar.

 
Mario Miranda
Diretor de Operações / InfoRest

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